A Escada da Mudança. Preparado para a subir?

Todos nós ambicionámos esta ou aquela mudança nas nossas vidas, mas sabemos que por alguma razão parecem existir correntes invisíveis que nos aprisionam a uma zona de conforto completamente desconfortável. Às vezes parece que a mudança é imaginada como um simples movimento que clica num botão dourado e que como por magia leva-nos do ponto de partida para a meta. Mas mudar não é um trajeto linear de curta distância. Mudar implica um movimento contínuo de e consistente. Não é suficiente ter os melhores livros, ouvir o podcast da moda, ou assistir a brilhantes TedTalks. Precisa acima de tudo de compromisso. Comprometendo-se consigo mesmo de que vai dar o seu melhor. Nesta assinatura de compromisso inclua a presença de obstáculos para que tenha à mão ferramentas para os contornar e seguir em frente. Caso contrário, à primeira adversidade desistirá. Mudar é um processo, em que naturalmente, estão presentes tentações e dificuldades. E aí devemos ter a nossa tomada de decisão equipada com “NÃOS” que nos permitirão chegar à meta com sucesso.

E como dizia Alen Cohen

“Não espere até as circunstâncias serem perfeitas para começar. Começar torna as circunstâncias perfeitas.”

O poder de mudar está em cada um de nós, a partir do momento em que decidimos que realmente queremos e assumimos o compromisso da mudança.

A base, da mudança, é sem dúvida, o auto-conhecimento e aí com curiosidade percebemos em que etapa estamos e como poderemos progredir. Existem 6 estádios de mudança de hábitos ou comportamentos de saúde que podemos ter como guias de orientação:


1 – Na fase Pré-contemplação – não existe intenção de mudar o comportamento, simplesmente, porque não está preparado para o fazer. Não tem perceção da necessidade de mudança;

2 – Durante a fase de Contemplação a pessoa pensa na necessidade de mudar porque está atenta a isso. No entanto, não existe ainda compromisso com a mudança que se está a repensar. As pessoas podem fazer considerações importantes acerca das estratégias que permitiriam a mudança e acerca dos resultados que poderiam obter;

3 - Na fase de Preparação as pessoas fazem tentativas para mudar e têm uma forte intenção de fazer mais tentativas no futuro. São desenvolvidos alguns esforços para a mudança utilizando as estratégias que se revelaram mais eficazes no desencadear dessa mudança;

4 – A Fase de Ação é criado um forte elo com o compromisso de mudar. São feitas tentativas deliberadas de vencer a sua perceção ou os problemas reais, mudando o seu comportamento, as circunstâncias ambientais e as suas experiências;

5 – Na Fase de Manutenção há um foco no sucesso tentando evitar a recaída, ou seja, voltar ao comportamento antigo;

6 – a fase Término é marcada por uma maior auto-confiança e auto-eficácia que afastam comportamentos antigos. Já não constitui esforço manter as alterações conquistadas. Claro que existiram dificuldades pelo caminho mas os músculos da atenção e do auto-controlo foram fortalecidos.

Estes 6 estádios são considerados flutuantes, pois é possível que uma pessoa retorne a um ponto anterior e consiga transpô-lo novamente.


Proponho-lhe o seguinte exercício. Identifique o seu estádio de mudança. Pense num comportamento que quer ou precisa de mudar. Dos diferentes estádios que descrevi assinale o que melhor descreve a fase que está.

Considere um processo de mudança uma escada circular, quando parece que está a voltar para trás continua a subir e vai ganhando novas perspetivas.


Num processo de mudança deverá haver uma forte compromisso, consciência que surgirão obstáculos e uma boa dose de resiliência. Não desista, persista.

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